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Psicologia Online

Uma abordagem incomum para algumas questões e preocupações comuns.

 

Segundo tempo da sexualidade 

 

 

 

               No segundo tempo da sexualidade começam as grandes complicações em virtude de que o sujeito precisa definir em que direção seguirá sua libido. É o período da puberdade, em que são inúmeros os conflitos interiores vividos e a libido é uma das mais difíceis a ser resolvida. Até então, o sujeito era guiado pelo desejo do outro, porém nesta etapa se precisa discutir a própria sexualidade e de se ter um posicionamento em relação a ela. Ela pode ser despertada numa simples atração sentida ao se admirar pelo olhar ao sexo oposto, o individuo acorda pela manhã e sente que há algo com seu corpo. Para Freud (1901-1905), “Somente em raríssimos casos a valorização psíquica com que é aquinhoado o objeto sexual, enquanto alvo desejado da pulsão sexual restringe-se a sua genitália; ela se propaga, antes, por todo o seu corpo, e tende a abranger todas as sensações provenientes do objeto sexual.”

 

               São tantas as manifestações da libido que envolve a sexualidade na busca por uma escolha, pela autorização do sujeito, que Freud (1901-1905), destaca como transgressões anatômicas a supervalorização do objeto sexual, o uso sexual da mucosa dos lábios da boca, o uso sexual do orifício anal, a significação de outras partes do corpo, a substituição impropria do objeto sexual-fetichismo, o tocar e o olhar, Sadismo e Masoquismo.

 

               A maior dificuldade se configura quando o sujeito renega a sua tendência sexual, seja heterossexual ou homossexual. Por exemplo, no Édipo invertido o sujeito pode não aceitar essa tendência sexual e quanto mais ele assim agir, será motivo de muito sofrimento, fonte de muitas angústias. Isso surge principalmente porque a sociedade rotulada de moralista irá cobrar um custo muito alto por essa decisão. Segundo Freud (1901-1905), são muitos os tipos de invertidos, sendo o mais comum aquele que é “invertido absoluto, em que o objeto sexual só pode ser do mesmo sexo”. Da mesma forma, se a escolha for pela heterossexualidade, virá outra forma de cobrança, isto é, imperativos inscritos do tipo “todo homem deve satisfazer uma mulher”, o qual, na maioria das vezes poderá ser impossível de se realizar, o que será motivo de frustração e fracasso. As inscrições e imperativos difíceis de serem sustentadas se configuram em ambos os campos, tanto na masculinidade quanto na feminilidade. O sujeito vai ter que se autorizar num campo e essa condição nem sempre será feita de forma tranquila.

 

               Em ambos os casos, para Lacan, é uma situação irreversível e não há terapia que resolva, pois a inscrição na estrutura não tem como ser alterada, não teria como prometer a inversão desse desejo. Segundo Lacan (Vol.5), “Fala-se dos homossexuais. Trata-se dos homossexuais. Não se curam os homossexuais. E o mais impressionante é que não são curados, a despeito de serem absolutamente curáveis.” Assim, para a Psicanalise não existe a cura e ela se posiciona de forma determinante. A única saída terapêutica seria conduzir o sujeito para que ele se autorize à sua sexualidade.

 

              

 

 

 

 

 

 

 

REFERENCIAS

 

FREUD, Sigmund. Um caso de histeria. Três ensaios sobre a teoria da sexualidade e outros trabalhos. Volume VII, 1901-1905.

 

 

 

LACAN, Jacques. O Seminário, livro cinco.  As Formações do Inconsciente. 1957-1958. Por Jacques Alain Miller. Rio de Janeiro. Zahar, 1999.

 

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O transsexualismo é um termo introduzido em 1953, pelo psiquiatra norte- americano Harry Benjamin, para designar um distúrbio puramente psíquico da identidade sexual, caracterizado pela convicção inabalável que tem um sujeito de pertencer ao sexo oposto. (ROUDINESCO,1998).

Conforme o Código Internacional de Doenças (CID-10), a transsexualidade é uma patologia. Assim, o transsexual seria um ser acometido de doença, passível de sofrer intervenções cirúrgicas reparadoras, capazes de adequar seu corpo físico ao sexo que possui em sua representação mental. (ROCHA e SÁ, 2013).

O ambiente profissional vem sendo a causa de inúmeros danos à saúde do trabalhador, que, sem perceber, é acometido mentalmente de ansiedade, em função de ter que atender e dar conta de metas de produção durante anos e anos de sua vida laboral. De acordo com o DSM-IV-TR (2002), “a ansiedade se caracteriza por uma expectativa apreensiva, associada à irritação, fatigabilidade e nervos a flor da pele, por atividades como o desempenho profissional”. Ainda, a ansiedade pode levar a outros tipos de agravos como a hipertensão arterial, doença circulatória que aumenta a pressão sanguínea, acarretando sérios danos, como Acidente Vascular Cerebral - AVC, ou obstrução das artérias coronárias. Ou seja, uma atitude mental que ao ser mantida constante e sistematicamente, irá gerar uma série de agravos em cadeia podendo inclusive, se não houver tratamento adequado em tempo hábil, causar a morte.

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